
A atividade integra o projeto piloto “Favo de Mel”, desenvolvido para fortalecer práticas de preservação ambiental na Região Metropolitana de Salvador (RMS), incluindo o município de Lauro de Freitas. Durante o encontro, os participantes receberam orientações sobre a importância ecológica das abelhas sem ferrão, conhecidas pelo papel fundamental na polinização cruzada e na manutenção dos ecossistemas.

De acordo com o professor Cláudio Nogueira, responsável pela articulação da iniciativa, o objetivo é inserir a meliponicultura no projeto pedagógico das escolas municipais. “Hoje, a SEMED está dando o pontapé inicial no projeto Favo de Mel, que leva a meliponicultura para dentro das escolas. São abelhas sem ferrão, que não oferecem risco, e os professores vão trabalhar isso dentro da disciplina de Ciências, relacionando temas como meio ambiente, polinização, produção de mel e sustentabilidade”, destacou.
O curso terá duração de três meses, com encontros semanais realizados sempre às quintas-feiras, das 9h às 12h, na sede da Battre. A formação está dividida em dez módulos, sendo cinco teóricos e cinco práticos. Durante as aulas, os participantes irão aprender sobre manejo inteligente das colônias, multiplicação racional das abelhas, produção de mel, geoprópolis, cera e outros subprodutos.
Responsável pela formação, o biólogo e encarregado de responsabilidade socioambiental da Battre, Fábio Bastos de Santana, explicou que o curso busca ampliar o conhecimento sobre as espécies nativas e incentivar a preservação ambiental por meio da criação consciente das colônias. “As abelhas sem ferrão têm uma relevância ambiental muito grande. Quando a pessoa cria essas abelhas, ajuda diretamente na preservação das espécies florestais, no equilíbrio climático e na oferta de alimentos. Além disso, a abelha uruçu, que é uma das espécies trabalhadas no curso, está ameaçada de extinção. Quanto mais criadores conscientes existirem, melhor para a preservação da espécie”, ressaltou.
A professora Adriana França, docente das escolas municipais Edivaldo Boa Ventura e Miguel Arraes, destacou a importância do curso de meliponicultura como ferramenta de fortalecimento da educação ambiental e da preservação da biodiversidade dentro das escolas. “Esse curso está sendo de grande importância, porque vai fortalecer o que já trabalhamos em sala de aula sobre educação ambiental, sustentabilidade e preservação da biodiversidade. É um aprendizado muito rico, com teoria e prática, que certamente vai contribuir bastante para o desenvolvimento das atividades com os estudantes”, afirmou.
Além da participação dos professores, moradores das comunidades de Quingoma, Caixa D’Água, Areia Branca e Capelão também estão sendo capacitados. Segundo os organizadores, a proposta busca ampliar o conhecimento ambiental e, futuramente, possibilitar geração de renda complementar por meio da produção de mel e derivados nas comunidades.
Além do aprendizado ambiental, o projeto também apresenta possibilidades de geração de renda complementar por meio da meliponicultura. Ao final da formação, os participantes receberão certificado reconhecido pela Battre e pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), além de uma colônia da abelha uruçu para iniciar a criação.
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