O acesso ao ambulatório ocorre mediante encaminhamento médico para pacientes atendidos pela rede municipal de saúde. Com a guia e os documentos em mãos, o usuário deve procurar a unidade para agendar a avaliação. Diferentemente de abordagens tradicionais, que tratam apenas os sintomas, o serviço adota uma abordagem integrada, considerando aspectos físicos, emocionais e sociais relacionados à dor.
De acordo com a fisioterapeuta e diretora do Complexo de Saúde, Paula Lima, o fluxo de atendimento começa com triagem realizada por clínicos gerais e especialistas em reumatologia e ortopedia, que avaliam cada caso e, quando necessário, encaminham o paciente ao médico especialista em dor. “A Clínica da Dor atende pacientes com fibromialgia e outras condições crônicas. Alguns necessitam de bloqueios anestésicos, realizados na própria unidade, que dispõe de diferentes tipos de procedimentos. A triagem inicial também pode indicar sessões de fisioterapia. Esse serviço representa um avanço importante na humanização e no acolhimento dos pacientes”, destacou.
Ainda segundo a diretora, a agenda para o mês de maio já está aberta, e os meses seguintes serão liberados gradualmente, conforme a demanda. O ambulatório passou por reestruturação recente, com novas contratações para ampliar a capacidade de atendimento. A expectativa é atender cerca de 250 pacientes no município. O serviço é voltado para casos de dor crônica de diversas origens, com encaminhamentos provenientes de especialidades como ortopedia, neurologia, cirurgia de coluna e cirurgia vascular, entre outras.
Atualmente, são realizados, em média, 30 atendimentos semanais com o médico especialista em dor e cerca de 16 procedimentos de bloqueio anestésico, com consultas nos turnos matutino e vespertino. O serviço também inclui atendimentos em psicologia e fisioterapia, com técnicas como acupuntura, ventosaterapia e bloqueio de nervos. A SESA estuda ainda a ampliação do número de leitos para medicação no espaço.
A secretaria informa que as mulheres representam a maioria do público atendido e que o acompanhamento multiprofissional contribui significativamente para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes, considerando que a dor crônica pode causar impactos como depressão, estresse e outros desequilíbrios físicos e emocionais.
O serviço tem beneficiado moradores do município, como Carla Lima, de 40 anos, atendida no ambulatório há mais de dois anos. “Aqui encontrei um tratamento específico para a minha condição, que é fibromialgia. Antes, eu precisava buscar atendimento em diferentes unidades, o que dificultava muito, principalmente por conta da dor. Hoje, tenho acesso a uma equipe especializada em um só lugar, com atendimento humanizado. Isso faz toda a diferença no meu tratamento”, relatou.
Com a retomada dos atendimentos, a prefeitura reforça a oferta de assistência qualificada aos pacientes com dor crônica, contribuindo para a redução do sofrimento e a melhoria das condições de saúde da população.
Fotos: Tiago Pacheco









