O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5). Ele era alvo de um processo de impeachment apoiado tanto pela oposição quanto pela própria base governista. Em vídeo, o político afirmou que a decisão foi tomada em respeito à democracia.
O líder conservador foi alvo de fortes críticas da bancada governista após o fechamento do banco digital Ueno, que deixou milhares de clientes sem acesso às próprias contas. Peña foi acionista do grupo controlador da instituição financeira, enquanto o Banco Central do Paraguai é acusado de encobrir irregularidades no caso.
O Congresso do Paraguai iniciou uma sessão extraordinária nesta manhã para debater a abertura do impeachment. As bancadas votaram a favor do processo, o que levou os aliados de Peña a retirarem formalmente o apoio e solicitarem a sua renúncia imediata.
A sessão marcou a etapa inicial do trâmite, e o pedido de renúncia foi protocolado antes do encerramento dos trabalhos legislativos.
Trajetória política
Peña assumiu o Poder Executivo do Paraguai em 2023. O economista de 47 anos é filiado ao Partido Colorado e sucedeu a Mario Abdo Benítez na Presidência da República.
Ele disputou a Presidência pela primeira vez em 2018, mas foi derrotado nas primárias do Partido Colorado pelo próprio Abdo Benítez. Ao longo da carreira pública, Peña atuou como ministro da Fazenda durante a gestão de Horácio Cartes (2013 a 2018).



