
Durante toda a manhã, as moradoras da localidade participaram de rodas de conversa e palestras informativas sobre os diferentes tipos de violência doméstica, como a física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, além de receberem orientações jurídicas e sociais.

A superintendente de Políticas para as Mulheres da pasta, Carla Tatiane Fagundes, ressaltou a importância da integração entre as secretarias para ampliar os serviços oferecidos, com foco na proteção às mulheres. “Sabemos que é importante transversalizar e fortalecer a relação entre as redes de atendimento, pois o CRAM e o CRAS possuem áreas de atuação distintas, mas trabalham juntos no combate e na prevenção da violência doméstica”, destacou.

Na ocasião, a advogada do CRAM, Nélia Santana, falou sobre os serviços oferecidos pelo órgão e como eles podem contribuir para o atendimento às vítimas de violência. “O CRAM é um serviço que existe no município há mais de 20 anos. Trabalhamos com mulheres em situação de vulnerabilidade, que são acolhidas e recebem apoio jurídico e psicossocial de profissionais preparados para oferecer o suporte necessário a quem busca os nossos serviços”, explicou a advogada.
Durante as palestras, foram especificados os tipos de violência que são enfrentados pelas mulheres. A abordagem detalhada buscou desmistificar a ideia de que a agressão é exclusivamente física, alertando as participantes sobre os sinais sutis da violência psicológica e patrimonial, que muitas vezes são normalizados no cotidiano.
A psicóloga e palestrante, Cristiane Batista Vilas Boas, explicou o papel da Psicologia na luta contra a violência da mulher. “A Psicologia é muito importante nesse processo para que a mulher entenda que a violência não começa com a agressão física, pois algumas mulheres ainda não conseguem conhecer as outras formas de violência que são praticadas contra elas, através de falas ofensivas, gestos, e ameaças sutis, então é importante que realizemos esse trabalho de conscientização através de palestras, conteúdos e troca de conhecimentos’, falou a profissional.
Moradora do bairro de Portão, Matilde Moreira, contou que aprendeu muito nas palestras oferecidas e elogiou o trabalho realizado pelos órgãos. “Essas palestras são importantes pois nos dão caminhos de ajudarmos as nossas amigas que estão passando por uma situação de violência, sem precisar nos expor, e agindo de forma inteligente é um ato para salvar vidas’, contou a aposentada.
O CRAM atende tanto por demanda espontânea, quando a mulher procura o serviço por iniciativa própria, quanto por meio de encaminhamentos da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), do Ministério Público e das unidades de saúde. A unidade está localizada na Rua Praia de Pajuçara, em Vilas do Atlântico, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O primeiro contato ou pedido de informação também pode ser feito pelo telefone (71) 3289-1032.
Fotos: José Calmon
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