A PF (Polícia Federal) organizou uma operação nacional para garantir a segurança dos candidatos à Presidência da República durante as eleições deste ano. A proteção poderá ser iniciada nesta segunda-feira (20), na Sala Nacional de Comando e Controle da operação, após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e a formalização da solicitação pelas campanhas.
A estrutura, coordenada pela DPP (Diretoria de Proteção à Pessoa), pode atender dez pessoas simultaneamente. A operação reúne equipes especializadas, com atuação em todos os estados e com acompanhamento permanente das agendas de campanha.
O investimento para a segurança dos candidatos à Presidência é de, aproximadamente, R$ 95 milhões. Os recursos serão empregados na mobilização dos servidores, na contratação de serviços necessários à operação e na aquisição de equipamentos, como viaturas blindadas, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrone e kits de vistorias antibombas.
A segurança dos candidatos à Presidência da República pela Polícia Federal está prevista na Constituição Federal, na Lei nº 7.474/1986, no Decreto nº 6.381/2008 e na Portaria MJ nº 493/1998.
Operação é personalizada para cada candidatura
O planejamento é pensado de maneira personalizada para cada candidatura, levando em consideração uma metodologia técnica de análise de risco e atualizado de acordo com a evolução das ameaças, das vulnerabilidades identificadas e das características de cada compromisso de campanha.
Entre os fatores avaliados estão o histórico de ameaças, informações de inteligência, locais dos eventos, acessos, deslocamentos e o contexto de segurança de cada região.
Por questões de segurança, a PF não divulga a classificação de risco individual de cada um dos candidatos e nem o número de servidores destinado a cada equipe.
Antes das agendas, as equipes realizam o reconhecimento dos locais e organizam as medidas necessárias com as forças de segurança estaduais e municipais, de maneira que os atos eleitorais sejam cumpridos com segurança e com a menor interferência possível.
PF mantém diálogo com as campanhas desde abril
Desde abril, a PF mantém diálogo com os partidos e com as pré-candidaturas para apresentar o funcionamento da operação e preparar a atuação durante o período eleitoral.
Os 30 partidos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foram oficialmente comunicados. A instituição também promoveu uma reunião geral de apresentação do modelo de segurança e realizou reuniões bilaterais com as pré-candidaturas que solicitaram esclarecimentos específicos.
A adesão à proteção é uma opção do candidato. As campanhas que optarem por não utilizar o serviço terão sua decisão respeitada, permanecendo abertos os canais para que a proteção seja solicitada posteriormente.



