O SAG-AFTRA, sindicato que representa atores em Hollywood, se manifestou sobre a recriação por inteligência artificial do ator Val Kilmer (1959–2025) no filme As Deep as the Grave. A entidade destacou que a prática é permitida, desde que siga critérios legais e contratuais.
Em comunicado, o sindicato reforçou que o uso de réplicas digitais de artistas falecidos exige autorização formal do espólio, conforme previsto em acordos coletivos e na legislação vigente. No caso de Kilmer, a entidade afirma que há entendimento de que o consentimento da família foi obtido, o que torna a iniciativa, em princípio, regular.
O SAG-AFTRA também ressaltou que continuará monitorando situações semelhantes, destacando que o uso de tecnologias desse tipo deve ser transparente, autorizado e alinhado aos direitos dos artistas, vivos ou mortos. A posição reforça o debate crescente sobre os limites éticos e jurídicos do uso de inteligência artificial no audiovisual.
A recriação do ator ocorre porque Kilmer, que morreu em 2025, não conseguiu filmar suas cenas devido a problemas de saúde, incluindo um câncer na garganta. Escalado para viver o personagem Padre Fintan, ele teve sua participação viabilizada digitalmente por decisão do diretor Coerte Voorhees.
Apesar de seguir diretrizes formais e prever remuneração ao espólio, a escolha gerou controvérsia. O caso se insere em um debate mais amplo na indústria sobre direitos de imagem, uso de tecnologia e os impactos da inteligência artificial no trabalho de atores.









